Nos três primeiros meses do ano, a inadimplência das pessoas jurídicas apresentou discreta elevação de 0,1% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas. Foi o menor crescimento para o período desde 2011, quando houve 8,1% de alta sobre o primeiro trimestre de 2010.

Na comparação entre março deste ano e igual mês de 2012, por sua vez, o recuo na inadimplência dos negócios foi de 3,9%. Já na relação entre março e fevereiro último, o levantamento apontou um crescimento de 8,0%.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, nos últimos dois anos, a inadimplência dos negócios seguiu bem de perto o ritmo da atividade econômica e da inadimplência do consumidor. Com a presente recuperação econômica, mesmo que não generalizada, vários setores já sentem alívio em seu fluxo de caixa, o que tem levado à lenta perda de fôlego da inadimplência das empresas.

Quanto ao crescimento mensal de 8,0% em relação a fevereiro, cabe destacar que no segundo mês do ano a inadimplência das empresas havia recuado 12% em relação a janeiro. Assim, a evolução de março perde representatividade por ser comparada com uma base fraca.

No primeiro trimestre do ano, as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) tiveram um valor médio de R$ 802,95, o que representou uma alta de 2,5% ante igual período de 2012.

As dívidas com bancos, por sua vez, tiveram nos três primeiros meses de 2013 um valor médio de R$ 5.147,80, resultando em 2,4% de recuo na relação com o acumulado de janeiro a março do ano anterior.

Quanto aos títulos protestados, o valor médio verificado no primeiro trimestre foi de R$ 1.941,69, com elevação de 3,0% sobre igual acumulado de 2012.

Por fim, os cheques sem fundos tiveram, nos três primeiros meses de 2013, um valor médio de R$ 2.804,93, representando um aumento de 26,9% quando comparado com o primeiro trimestre do ano anterior.