De acordo com Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, a quantidade de pessoas que procurou crédito cresceu 5,8% no primeiro trimestre de 2013 em relação ao mesmo período do ano passado. Vale lembrar que em 2012, por conta do excesso de endividamento dos consumidores e da alta da inadimplência, a demanda por crédito havia recuado 6,8% no primeiro trimestre daquele ano.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o recuo da inadimplência do consumidor e a manutenção de uma dinâmica favorável do mercado de trabalho vêm estimulando uma recuperação gradativa da demanda do consumidor por crédito, iniciada no último trimestre do ano passado (alta de 5,9% em relação ao 4º trimestre de 2011), e que se manteve nesta mesma tendência durante o primeiro trimestre de 2013.

Foram os consumidores de menores rendimentos mensais que lideraram a busca por crédito neste primeiro trimestre de 2013. Os consumidores que ganham até R$ 500 mensais registraram variação positiva de 12,2% na procura por crédito no acumulado dos três primeiros meses de 2013. Já os que recebem entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais aumentaram a sua procura por crédito em 8,2% neste mesmo período. Em seguida vieram os consumidores que ganham entre R$ 1.000 e R$ 2.000 mensais, com alta de 3,9% no primeiro trimestre de 2013.

Por fim, os consumidores de rendas mais altas registraram variações bem menores: os que ganham entre R$ 2.000 e R$ 5.000 mensais e os que recebem mais que R$ 10.000 registraram crescimentos de 1,3% e de 1,2%, respectivamente. Já para aqueles que possuem rendimentos mensais entre R$ 5.000 e R$ 10.000 acusaram queda de 0,2% na demanda por crédito no primeiro trimestre de 2013.

Análise por região – No primeiro trimestre de 2013, os maiores crescimentos da demanda por crédito ocorreram nas regiões menos desenvolvidas do país, Norte e Nordeste, com altas de 16,3% e de 11,3%, respectivamente, em relação ao primeiro trimestre de 2012. Na região Sudeste a expansão foi de 4,6% no primeiro trimestre de 2013 ao passo que nas regiões Sul e Centro-Oeste, as demandas dos consumidores por crédito destas regiões cresceram 3,2% e 2,2%, respectivamente.